Maré pra peixe

Reportagem do jornal Meia Hora (20/05/2013)

Clarice Cavalcante, Maria Luiza Macedo e Sônia Regina, do Artesãos da Maré, participarão da Semana Mundial do Comércio Justo e Solidário, no Rio.

Nova forma de ganhar dindim

Clarice Cavalcante, coordenadora do Artesãs da Maré, investe na economia solidária como forma de comercializar os produtos. ‘No início era arterapia para as mulheres’

Inspiração e arte na Maré

Grupo de artesãs participa da Semana Mundial do Comércio Justo e Solidário, no Rio

A Semana Mundial de Comércio Justo e Solidário ocorre entre os dias 27 e 31 deste mês, no Hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio. No país, o comércio justo vem sendo desenvolvido há sete anos, por meio do Faces do Brasil (Fórum de Articulação de Comércio Ético e Solidário do Brasil), congregando redes de pequenos produtores da economia solidária, ONGs e organizações públicas e privadas de fomento e apoio à produção.

“Iniciamos o nosso grupo como arterapia para as mulheres da Maré. Como elas precisavam de renda para sobreviver, investimos na economia solidária como forma de comercializar os nossos produtos. Hoje, uma costureira tira em média R$ 850 por mês”, diz Clarice Cavalcante, 63, coordenadora do grupo Artesãs da Maré.

Diminuição da pobreza

O evento vai discutir no âmbito internacional a transparência nas relações comerciais e prática comercial justa e equitativa.

“Um evento desse porte no Rio de Janeiro comprova que estamos no caminho certo com políticas públicas que visam diminuir a pobreza tanto na cidade, quanto no estado e no país”, afirma o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Solidário, Vinícius Assumpção.

De acordo com a pesquisa da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério de Trabalho e Renda (Senaes/MTE), existem hoje 22 mil empreendimentos econômicos solidários, que operam R$ 3 bilhões entre produção agrícola, artesanal, alimentício e têxtil.

Bom para o pequeno produtor

Diretora-executiva da Rede Asta, Alice Freitas destaca a importância do comércio justo como forma de transformar a vida dos pequenos produtores. A rede social reúne 50 grupos produtores e promove a comercialização dos produtos artesanais. “Não há muitos canais de distribuição e são poucas as cadeias produtivas. O consumidor tem que rever suas ações ao adquirir um produto. Avaliar a origem do produto já é um início”, diz.

Coordenador da feira orgânica do Flamengo, Laranjeiras e Botafogo, Renato Martelleto concorda que a filosofia é valorizar o pequeno produtor e a agricultura familiar, com a distribuição sendo executada diretamente entre o produtor e o consumidor. “O objetivo é evitar o atravessador”, explica.

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