Programa de artesanato familiar da Caçula chega a Coelho Neto e arredores

O Programa de Artesanato Familiar da Caçula (PAF) chegou a mais uma região da cidade do Rio de Janeiro, desta vez a Coelho Neto, Fazenda Botafogo e Acari. A partir de uma parceria entre a Caçula e o vereador Eduardo Moura, foram oferecidas oficinas de técnicas artesanais para cerca de 120 pessoas, no último dia 19 de setembro, na Fundação João Mendes, localizada no bairro de Coelho Neto. No fim das atividades, foram sorteados kits de artesanato como brindes.

Equipe de instrutores Caçula e parceiros PAF Acari.

“Depois que conheci a Rio Artes Manuais, em março deste ano, eu vi no PAF a oportunidade para que a gente pudesse trazer estas oficinas para fora do eixo Centro, Zona Sul, Barra. Eu sou cria desta região e aqui é um lugar bastante carente, onde as pessoas têm dificuldade para tudo e que tem o segundo pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do município do Rio de Janeiro”, contou Eduardo Moura.

“Além da questão da arte e da cultura, o artesanato melhora a autoestima e traz um ganho para a saúde da pessoa”, completou o parlamentar, que também é pediatra e sanitarista. Roberto Santos, gerente de marketing da Caçula, destacou a expressiva participação de familiares nas oficinas. “O PAF tem justamente a finalidade de mostrar às famílias que o artesanato pode vir a gerar renda e de proporcionar atividades que aproximem pais e crianças, em atividades que combinam lazer e aprendizado”, afirmou o executivo.

Uma das famílias presentes era a de Natalina Pereira, que trouxe a sobrinha e uma amiga que, por sua vez, levou os filhos. “As crianças nem queriam ir embora”, revelou Natalina, que, pela primeira vez, aprendeu pintura e fez uma garrafa com fio barroco. “Quem veio se surpreendeu e gostaria que tivesse novamente”, observou.

Amiga de Natalina, Georgina Cândido Alves, moradora de Rocha Miranda, costuma frequentar cursos na Caçula de São Cristóvão mas aproveitou a ocasião para aprender mais. “Eu ainda não tinha noções de crochê e hoje aprendi; também fiz pintura e garrafa em fio barroco. Espero, em outras ocasiões, estar aqui novamente”, disse.

Maria do Carmo, de Coelho Neto, aproveitou o sábado para estrear no artesanato. “Estou fazendo só para me distrair, estou aprendendo tudo o que posso: relógio, bolsa, biscuit”, contou a iniciante. Clecy Galvão, professora de bijuteria, ensinou a fazer a famosa pulseira Chan Luu para mais de vinte alunas. “Olha, 95% das participantes nunca tinham feito nada mas todas conseguiram concluir e saíram com suas pulseirinhas no braço”, avaliou Clecy.

Galeria de Fotos:

*Texto e fotos de Jean Claudio Santana/1ª Linha Agência.

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