Parceria possibilita criação de uma feira de artesanato

Itaboraí vai sediar uma feira de artesanato com a participação de artesãos da cidade de 28 de outubro até 4 de novembro. O evento é uma parceria entre a Fundação Cultural de Itaboraí (FCI) e o Grupo Caçula, rede de papelaria que inaugura uma filial mês que vem na cidade. A Caçula Artes Manuais, começa um dia antes da inauguração, da loja, no shopping Itaboraí Plaza. Serão oito dias de exposição com cerca de 15 artistas se revezando nos 10 estandes.

A FCI convocará os artesãos que fizeram cadastro junto à Fundação, cujo objetivo era divulgar os artistas locais e intermediar o contato entre eles e possíveis contratantes da iniciativa privada.

“Como fizemos o cadastramento de quase todos os artistas da cidade, depois de uma ampla divulgação da prefeitura no ano passado, agora será fácil convidá-los”, destaca Cláudio Rogério Dutra, presidente da FCI.

Dutra informa que foi procurado pelo gerente de marketing do Grupo Caçula, Roberto Santos, sob indicação da direção do shopping, para ajudá-lo a recrutar artesãos para a feira. “Prontamente, não só aceitamos, como marcamos esta reunião com a presença dos representantes dos segmentos de artesanato da região”, revela o presidente da FCI, se referindo ao encontro entre os artesãos e Roberto Santos, da Caçula, na última quarta-feira, na Casa Heloísa Alberto Torres.

Além da feira, a Caçula promoverá, do lado de fora do shopping, 20 oficinas de artesanato (Decoupagem, pintura em tecidos, bijuterias, crochê, bordado, entre outras). O gerente de marketing da Caçula, Roberto Santos, afirmou que a empresa vai selecionar artesãos de Itaboraí para ministrar os próximos cursos de artesanato promovidos pela loja.

“Para este evento, traremos artesãos de fora para dar as oficinas. No entanto, como teremos três salas de aulas para oferecer cursos, àqueles que se interessarem em aprender o ofício, nossa ideia é que as aulas sejam dadas pelos artistas da região que vamos selecionar”, explica Santos.

Aprovação – O escultor Isaias Moreira esteve na reunião e aprovou a iniciativa. “O artesão precisa de visibilidade para prosperar”, afirma.

Robson Figueiredo, que faz desenho e pintura em tela, se mostrou entusiasmado. “Será uma vitrine para nós”, comenta.

Conceição Marques, que trabalha com pedraria, ficou animada com a possibilidade de ministrar oficinas. “Seria mais uma forma de aumentar a renda”, vislumbra.

Laudecir Amaral, mais conhecido como Chiquinho da cerâmica, sonha em formar novos artistas. “Quero deixar um legado para a nova geração. É preciso que Itaboraí continue sendo referência no que se refere a artesanato”, planeja.

Já Marize Minchick, que trabalha com crochê, comemorou a facilidade de comprar matéria prima. “Antes, tínhamos que ir a Niterói ou ao Rio, já que os preços aqui da região são muito altos”, informou. Os artistas que trabalham com artesanato na cidade vêm pleiteando oportunidades de mostrar o trabalho na cidade.

Fonte: O São Gonçalo.

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